Daqui até a eternidade

18:49


Impossível falar da minha história com o Ramon (meu marido, papis da Sophia e eterno namorado) sem citar Cazuza e seu Exagerado “Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade”!
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Estão com tempo e querer ouvir – ou ler – essa história digna de novela mexicana?! Então, senta que lá vem história.

Eu nasci às nove horas do dia trinta de junho de um mil novecentos e oitenta e sete numa maternidade da cidade de Curitiba estado do Paraná. Um dos sócios proprietários dessa maternidade era o obstetra da minha mãe, por isso a escolha por este hospital. Nasci de parto cesáreo, tudo bem, tudo ótimo, linda e saudável, porém a anestesia deu uma reação incomum na minha mãe, deu muito sono, então eu fiquei bastante tempo no berçário da maternidade, pois era uma recém-nascida que chorava bastante. Em três dias tivemos alta, que era dada na hora do almoço.

Com três anos de idade nós mudamos para o noroeste do estado do Paraná, uma cidade chamada Umuarama e por lá moramos uns cinco ou seis anos, sei que voltei para Curitiba em um mil novecentos e noventa e seis – ou seria noventa e sete?! Lembro que cheguei e fui estudar numa escola muito legal, estava cursando a terceira série do ensino fundamental no período da manhã, odiava estudar pela tarde.

No ano seguinte, quando cursaria a quarta série, a escola aonde estudava não iria oferecer turmas no período da manhã, apenas a tarde, então eu quis mudar de escola. Na quadra abaixo dessa escola que eu estudava tinha uma outra escola que minha irmã havia estudado antes de nos mudarmos para Umuarama, e como lá teria vaga no período da manhã, me mudei de escola. Porém, um dia antes das aulas começarem recebi um telefonema, havia ocorrido um erro na hora da matrícula e eu estudaria no período da tarde. Nunca, jamais irei esquecer da raiva que senti, chorava de irritação, mas meus pais não fizeram nada a não ser me fazer aceitar que eu teria que estudar pela tarde.

Tudo deu errado, as aulas começavam num dia e eu fui em outro, o horário era um e eu cheguei atrasada e para completar, eu não tinha comprado uniforme e fui com “roupa de casa”. Lembro de ter chego  naquela escola chata, entrar numa sala de aula com gente chata que todos me olhavam com olhares de reprovação ... me perdoem seus colegas e amigos que estudava comigo naquela série ou escola, mas achei todos vocês chatos! Desejei sair dali correndo e NUNCA mais voltar!

Os dias foram passando, tive muita dificuldade em fazer amizade e por isso, mudava sempre de lugar até encontrar alguém legal e, demorei mais achei um menino bem legal ... ele não falava e só me ouvia falar, então era o amigo perfeito, o nome dele, Ramon!

Quando passamos para quinta série tivemos uma notícia, as turmas seriam divididas em turmas de meninos e de meninas, ou seja, o menino que pouco falava virou mudo. Não havia amizade entre as turmas, era uma guerra dos sexos! Como não deu certo no ano seguinte, na sexta série juntaram novamente as turmas e a amizade acabou.

Lembro que quando chegamos na sétima série eu me surpreendi com a altura daquele meu amigo da quarta série, como ele havia crescido e, sua timidez era proporcional a sua altura! Eu sempre corria para dar um OI e ele apenas abaixava a cabeça vermelha de vergonha e respondia com um OI que mal dava para entender.

Foi na oitava série que um amigo em comum demonstrou um desejo de nos aproximar, falou um pouco aqui, outro pouco lá e um certo dia todos os amigos da sala saíram e nos trancaram dentro da sala de aula, foi o dia do nosso primeiro beijo! Okay, eu não sei nem o mês muito menos o dia, mas o Ramon insiste em dizer que não rolou beijo porque eu bati meu dente no dente dele, eu não me lembro desse incidente!

Um beijo aqui, outro ali e um dia decidimos namorar ... não durou um mês o namoro, afinal, o ano letivo acabou, eu namorava escondida dos meus pais então não tínhamos como nos ver.

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Passamos toda as férias de verão sem nos vermos ou falarmos, foi bem chato pois eu havia começado a gostar muito dele. Quando o ano letivo começou, como ele recomeçou o namoro. Porém não deu certo e brigamos por muitas e muitas vezes, até que numa das brigas coincidiu com um período muito difícil que eu estava passando em casa, meus pais estavam quase se separando e eu desabafei com uma amiga minha e disse que “se eu pudesse eu morreria, pois era muito triste tudo o que estava passando, em casa era um inferno e ir para a escola também começaria a ser por ver o Ramon seria bem difícil” e com medo de uma atitude inconsequente, minha amiga pediu auxilio para a coordenadora da escola. Foi então que a coordenadora, que era freira, chamou minha mãe para uma reunião, disse que eu era uma excelente aluna, mas que estava com dificuldades na escola e que ela já tinha me visto triste em função dos problemas familiares e que agora eu estava pior porque havia terminado com o namorado e ..... sim, ela contou para minha mãe que eu estava namorando! A irmã sabia que era escondido e achou melhor que minha mãe soubesse e foi assim que ela teve que aceitar meu namoro que não existia mais porque ele havia terminado comigo! Eu tive que fazer o namoro voltar porque agora que minha mãe sabia tudo seria diferente; e foi! Algumas semanas depois o Ramon sofreu um acidente de moto e eu pude visita-lo no hospital, coisa que namorando escondido seria quase impossível.

Quando o final do ano letivo se aproximava, voltou aquele sentimento de acabar o namoro, mas, numa coincidência de Deus, meus pais alugaram apartamento na praia no mesmo prédio E andar que o Ramon tinha apartamento, então pudemos ficar juntos e nossas famílias se verem melhor!

Tudo muito bom, tudo muito ótimo até que o avô paterno do Ramon completaria oitenta anos e faria uma super festa e eu fui convidada, lembro que a data da festa era vinte e sete de junho, super perto do meu aniversário. Na festa, lembraram que o aniversário do Ramon estava próximo, ele nasceu no dia vinte e nove de junho então cantaram parabéns para ele e, já me escalei para o parabéns pois eu faria aniversário dia trinta. OPA, muita calma nessa hora, ele vinte e nove e eu trinta, pelo menos ele era mais velho!

Fui conversar sobre isso com a minha sogra e questionei “Imagina se a gente tivesse nascido na mesma maternidade, mas eu nasci em Curitiba e o Ramon em Palmeira né?!” (OBS>> a família do Ramon é de Palmeira, cidade próxima a Curitiba) ... para minha surpresa minha sogra responde “A gente morava em Palmeira sim mas o Ramon nasceu em Curitiba, na maternidade X com o obstetra Y, que era um dos sócios da maternidade, junto com o doutor W”. Não preciso explicar muito mais né?!

Ou seja, eu e Ramon nascemos na mesma maternidade, ele dia vinte e nove às vinte horas e eu no dia trinta às nove horas; os obstetras das nossas mães eram sócios e dividiam o consultório na mesma clínica; minha sogra também teve a reação da anestesia igual a minha mãe e ele também ficou no berçário, mas era calmo e tranquilo; Ramon foi diagnosticado com icterícia então ficaram um dia a mais na maternidade e por isso saíram no quarto dia, o que deu meu terceiro dia!

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Quando o pai do Ramon faleceu, ele tinha três anos de idade e vieram para Curitiba, ano que eu me mudei. Se não fosse a escola que eu estava quando voltei de Umuarama não oferecer turmas pela manhã e o erro da escola nova, jamais teríamos nos conhecido.

Foram anos de namoro e de briga, eu chorava por ele e ele nem me dava atenção! Meu pai não aguentava mais me ver chorando por ele, mas eu o amava ... até que um dia voltamos a nos falar no Messenger e um convite para o cinema levou a outro convite e um dia um pedido de namoro que, desde então, nunca mais terminou, ao contrário, só cresceu e desse amor já tivemos o Hendrix, nosso primogênito de quatro patas e depois princesa Sophia.

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Há pouco mais de dois anos promovemos nosso namoro para casamento, mais jamais perdemos o amor, o respeito e principalmente a admiração um pelo outro.

UAU ... como eu escrevi bastante, isso que pulei muitas partes para não ficar chato nem cansativo demais.

Tenho muito orgulho da nossa história de amor gorducho, te amo forever and ever babe!

Que esse seja apenas mais um dos inúmeros dia dos namorados que passamos juntos e, obrigada pelos presentes lindos que me deu! Hahaha ...

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E por aí, como foi ou como está sendo o dia dos namorados de vocês!? Quero saber!!!

Beijos e comenta, Má



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4 comentários

  1. Adorei!! Vcs sempre foram muito lindos juntos! E eu lembro que você ficou super triste q não tinha ainda o uniforme.... Mas vc lembra pq não tinha? Pq justo naquele ano, as freiras mudaram o padrão dos uniformes e as lojas demoraram pra entregar.... Hahahaha ô tempo bom q foi nossa infância amiga... Saudades!! Que o amor de vocês viva pra sempre! ♥ beijos!

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  2. Caramba! Que linda história... desde sempre vcs se conhecem né? O lance da maternidade foi o melhor. Tem destinos que Deus une e ninguém pode separar né? Eu comecei a namorar meu marido com 16 e já se foram 13 anos! Feliz Dia dos Namorados pra nós! bjs Camila Vaz

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  3. Poxa Má cheguei a me emocionar aqui com a história de vocês ,simplismente linda .
    Que o amor de vocês seje eterno enquanto dure e que dure para sempre.
    Aqui o dia dos namorados vai começar no momento em que o marido voltar do trabalho haha. Fiz um prato que ele gosta, o bolo de chocolate e um bom filme.
    Beijos

    http://maagicamenteinexplicavel.blogspot.com.br/

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  4. Má, esse post me emocionou muito!!! adoro saber que vocês "se conheceram" no berçário da maternidade e sempre que escuto a música lembro de vocês! e que bom ver a sophia como um fruto de um amor tão puro e inocente. Beijo!!!

    http://shakespearedebatom.blogspot.com.br/

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