Quando ser só criança não basta

16:41

Já faz algum tempo que estou para escrever esse post, mas nunca vinha A inspiração, OS exemplos, OS argumentos ... mas para falar disso descobri que não precisa nada daquilo, basta ser uma mãe conversando com outra mãe, embora eu saiba que muitas me verão como um alvo para arremessarem pedras, dardos e o que mais estiver ao seu alcance, mas vamos lá, vamos começar!

Eu sempre fui muito infantil ... e quando digo infantil, é criança mesmo! Casei com o Kevin Scott Richardson com treze anos (viu, ainda sei o nome dele completo e, posso garantir, até hoje “celebro” o aniversário dele); brinquei com as minhas cinco Barbies até uns quinze anos sem nenhum tipo de problema; sonhava em ter um quarto cor de rosa e, como meus pais nunca permitiram comprei adesivos da Hello Kitty e decorei o quarto; no meu aniversário de dezesseis anos ganhei da minha irmã uma almofada linda do Bob Esponja, só me desfiz dela pois rasgou quando Sophia nasceu; meu primeiro blog na vida, criado quando Sophia nasceu se chamava Mamahland e o layout era todo rosa; meu filme favorito é Meninas Malvadas ... esse é meu mundo, essa é minha vida!

Fui me interessar por salto alto com mais de vinte anos e garanto que acho muito mais lindo do que prático ou confortável. Maquiagem, aprendi o que era, como usava e para o que servia na faculdade, tanto que errava feio no blush, quem me via achava que eu tinha ido até o Caribe tomar um sol antes da aula, tal era meu bronzeado.

Já escrevi aqui no blog que antes da vinda da Sophia eu era imatura, infantil e imbecil e, vou além, não tenho vergonha nenhuma em assumir isso, pois acho que isso faz parte da minha história e mostra o quanto a maternidade tem o poder de ensinar.

Aonde eu quero chegar?! Na infância da Sophia! Escrevi um post sobre o dia da infância *AQUI* e foi nesse dia que eu comecei a parar e pensar no que eu quero para a MINHA filha.

Existe uma marca de roupa infantil muito famosa, acho que a marca nacional mais conhecida que eu não consigo suportar, para você ter uma noção nunca comprei nenhuma roupa da marca pois para o meu gosto, ela quer transformar uma menina, uma criança em uma adolescente, uma mini-mulher! Não, minha filha não é mulher, ela é menina, uma criança!


Desculpe se você gosta, mas eu não gosto de meninas de três a seis anos usando bota cano longo com saltinho, meia calça ou legging com mini saia ou shorts. Isso não é roupa de criança ... e sabe por que eu digo que não é: porque não é confortável! Roupa de criança é roupa que ela pode brincar, pular, correr e se sujar sem a gente querer brigar com ela.

Eu não sou contra Sophia olhar minhas maquiagens e desejar passar batom e blanchento (até falei disso durante o programa Conversa Delas *AQUI*), mas ela jamais sairá de casa só depois de estar maquiada, coisa que já vi muito por aí!

Eu não sou contra Sophia mexer no meu celular ou tablet, mas eu jamais usarei isso como um entretenimento ou um tranquilizante para ter “paz”.

Quando eu era criança, lembro de ter vivido uma situação que me marcou e, principalmente, me ensinou. Minha mãe estava conversando com uma pessoa que tinha uma filha da minha idade, e eu estava brincando com essa menina. Em determinado momento essa menina desejou alguma coisa bem fora da situação e ela foi pedir para a mãe dela, enquanto ela conversava com a minha mãe ... pois bem, a menina não somente interrompeu, como perguntou o que a mãe falava e a mãe parou de falar com a minha mãe, explicou toda a história para filha, atendeu ao pedido dela e mais, ouviu a opinião da menina. Juro, eu não tinha mais do que seis anos e aquilo me indignou de uma tal maneira ... na hora pela desrespeito para com a minha mãe, hoje pela total falta de educação. Hoje tenho notícias da menina e ela continua mal educada e a mãe fazendo todas as vontades, inclusive sustentando uma filha formada, pós graduada pois não consegue emprego, afinal, ninguém para para atender aos pedidos dela, contar o que fazer e passar a mão na cabeça.

Claro que a discussão vai muito além disso! Não entrarei na discussão dos concursos mirins de beleza, da exposição de mulheres quase nuas em programas de televisão em horários em que há a possibilidade de uma criança estar assistindo televisão com sua família ou mesmo a própria influência familiar desde dos primeiros anos de vida. Já vi muitos pais iniciarem a vida dos filhos como "modelos" não somente por acreditarem na beleza dos seus filhos, e não que eles não sejam lindos, mas já começa aí uma batalha pelo cabelo perfeito, corpo perfeito ... sim meus amigos, a criança ter que alisar cabelo pois a campanha pede criança loira cabelo liso olhos azuis! Isso é ser criança?!

Ser mãe exige um crescimento e uma maturidade muito grande e que não tem curso, faculdade, pós graduação que ensine ... daí entra a benção dos blogs, aqui a gente fala da maternidade real, das aventuras e desventuras.

Eu acredito que criança tenha que ser criança o maior tempo possível. Tem que saber o que é correr e cair, pular e machucar, tem que ter joelho raspado e roxo na canela.

E você, o que acha?!

Beijos e comenta,



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9 comentários

  1. concordo em gênero número e grau com você, Ma. Post excelente. bjo.

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  2. Olá nunca comentei aqui, mas senti a necessidade de dizer que concordo plenamente com você! Fico muito triste ver crianças perdendo o melhor da infância para se preocuparem com a aparência, ótimo texto parabéns, bjs ;3

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  3. Ótimo post!
    Tem que aproveitar ao maximo a infancia, pq depois é só responsabilidades ;)
    bjus
    http://estou-crescendo.blogspot.com.br/

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  4. criança tem mesmo que ser criança e aproveitas as coisas de crianças, gostei muito dos eu post.

    Carlah Ventura
    Blog: Intensa Vida

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  5. Oi Marcella,
    É a primeira vez que vejo o seu blog. De cara um post que me emocionei.
    Percebi que tenho usado alguns dos artíficios que vc citou, para ter um pouco de "paz" (o ipad por exemplo). Tenho duas filhas de 3 e 4 anos, e não é fácil ter aquele caminhão de paciência por 24hs. Mas tb fiquei feliz de ver como outras mães pensam igual a mim. Fui muito moleca da infância, de ir pra fazenda, correr na rua e brincar na chuva. Tento adaptar as atividades delas ao máximo possível, para não crescerem "mini-senhoras".
    Gostei demais do seu blog
    Um abraço Lorena

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  6. Marcela post muito bom, eu sou a favor que criança tem que ser criança, essa fase passa muito rápido. Me orgulho de dizer que minhas filhas de quase 3 anos nunca usaram sapatos de salto elas vão ter uma vida inteira para fazer isso.
    Eu também brinquei de boneca até aos 11 anos, subi em arvore, brinquei descalça na rua, hoje tempo que fazer adaptações para que minhas crianças não vivam só na frente da TV ou com celulares nas mãos, isso não quer dizer que não use desses artifícios para acalmar minhas trigêmeas.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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  7. Ai amiga, odeio essa nova onda de crianças virando mini-adultos!
    Tenha uma ótima semana!
    E que a primavera aí no Brasil traga muitas alegrias na sua vida!
    Beijos!

    www.mamaenadia.com

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  8. Concordo Marcela! Fico muito triste em ver as mães de crianças as tratando como se fossem adolescentes, elas perdem uma fase muito linda da infância preocupadas com roupas, sapatos e maquiagem e esquecem de brincar.

    Andressa
    www.entrfotosebeijos.blogspot.com.br

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  9. Criança é criança, e ponto. Respeito quem adorna aos filhos com essas alegorias do mundo adulto, mas pessoalmente, tenho asco. O consumismo tornou-se um ditador através da publicidade e da competição doentia e selvagem de pais com muitos filhos. Um caso engraçado foi o da filha de um casal de amigos meus; a filha ao ver o pai passar gel no cabelo, besuntou o cabelo com óleo de cozinha. Foram risadas olímpicas, mas era um "causo" infantil. Mas maquiagem, saltinho etc... Isso não é ser criança. Eu trabalho com textos publicitários, e a publicidade para isso é o uso da sedução, encanto com propósitos adultos. Não cabe em uma criança, jamais.

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