Mãe profissional X Profissão mãe

13:05


Em 2010, a deputada italiana Licia Ronzulli levou sua pequena filha Victoria de apenas um mês de vida para o trabalho num confortável e delicioso sling! A cena foi registrada e chamou a atenção não somente dos presentes do Parlamento Europeu como também de quem viu a fotografia sendo compartilhada na internet.

Seja sincera e honesta; olhe a imagem acima, pare, pense e me responda: o que você pensa quando vê esta cena?!


1--> Indignação. Aonde já se viu uma mãe sair com um bebê de apenas um mês de vida de casa?! Que tipo de mãe é essa que vai trabalhar e leva sua bebê recém nascida?! Como é que consegue pensar em trabalho com um bebê tão pequenino?! Milagres existem, um bebê dormindo, a mãe teve cabeça e disposição para trabalhar após o primeiro mês de vida do bebê, um dos mais difíceis?! Mais alguma indignação passou pela sua cabeça que eu não transcrevi aqui?! Estou aceitando sugestões!

2 --> Emoção. Que coisa mais linda, um bebê dormindo no colo da mamãe tão tranquilamente, tão calmamente enquanto ela continua sua profissão! Que força de vontade, seguir em frente com a carreira mesmo acabado de parir! Como eu queria ter um trabalho que me permitisse curtir e cuidar do meu bebê!

3 --> Frustração. Um mês, sem olheira, magra, disposta para trabalhar e o bebê dormindo um sono dos anjos, como é que pode isso Arnaldo!?


Embora eu saiba, por exemplo, que no meu ambiente de trabalho seria impossível trazer minha filha, é maravilhoso saber que existem ambientes profissionais que permitam essa união e estejam abertos para ao menos uma tentativa, mas não posso esquecer um programa que passou no Discovery Home & Health onde pais levavam seus filhos para o trabalho e, mesmo assistindo em casa, deitada na cama senti o desespero dos pais quando o bebê chorava no mesmo momento em que precisava atender uma ligação importantíssima ou chamado para uma reunião.

Ainda é um assunto polêmico, divide opiniões o fato da mulher voltar ao mercado de trabalho após a maternidade, o curto período de tempo da licença maternidade, mas também é preciso parar e pensar sobre a vontade da mãe, será que ela se sentiria completamente feliz e realizada deixando sua profissão para assumir uma casa e o cuidado integral do filho?! Uhm, acho que estou começando a mexer num vespeiro, será que paro ou continuo!

Eu trabalho desde os treze anos e, por todo o período que trabalhei até Sophia nasceu, odiava estar trabalhando! Odiava não poder ir depois da escola passar a tarde na casa das amigas ou no shopping; odiava ter que sempre fazer trabalho sozinha porque não podia me encontrar com azamigas; odiava não poder dormir ou assistir sessão da tarde. Quando Sophia nasceu, foram seis longos meses que eu não sabia o que fazer da minha vida. Se não fosse o fato do papis fazer faculdade no período da noite e nos levar todos os santos dias para a casa da vovó enquanto ele estudava, eu poderia assegurar que muitos seriam os dias que eu não pisava fora de casa. Foi então que depois de muitas ligações da minha mãe reclamando que não se adaptava com secretárias e me “cobrando” por ter engravidado e saído do consultório voltei a trabalhar. A parte mais fácil foi decidir que Sophia iria para uma escola e a parte mais difícil foi decidir que Sophia iria para uma escola.

Hoje olhando para o passado vejo que diante de todas as opções e alternativas, essa foi a melhor escolha. Até aquele momento eu não compreendia a benção da maternidade, eu enxergava o #sermãe como uma consequência ruim do engravidar “antes do tempo”. O fato de ter me afastado da gatoca nesse período diário e voltar a ter responsabilidades me fez sentir saudade da minha filha, me fez ter vontade de cuidar, amar, ensinar, abraçar Sophia.

UFA, tô leve! Desabafar e compartilhar é bom demais né?! E você, o que pensa e qual foi sua escolha, que profissão priorizou na sua vida!


Beijos e comenta,  

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7 comentários

  1. Oi Má!
    Como ta a Sophia??
    Então eu senti emoção, poxa que maravilhoso poder voltar a trabalhar e ter seu filhote ali pertinho!
    E uma certa frustração afinal linda, magra e sem olheiras com um RN!!!!
    Olha eu vivi os dois lados da moeda, no primeiro ano de vida por conta dos problemas de saúde do pequeno fiquei só com ele, é uma delícia poder acompanhar de pertinho toda sua evolução, dar sua papinha caseira, feita com amor de mamãe. Mas é cansativo de mais, não via gente, não falava de outro assunto, ficava o dia inteiro em casa de pijama ou moletom e ninguém reconhecia todo o meu trabalho.
    No segundo ano de vida eu começei a trabalhar, e foi maravilho ter assuntos de adulto, sair todo dia de casa arrumada, mas a saudade apertava e eu chorava no banheiro, sentia que estava terceirizando o filhote, pq muitas vezes minha mãe teve que levar ele ao pediatra pois eu não podia, ele ficava doente frequentimente eu eu morria de culpa.
    Esse ano voltei a estudar e não estou trabalhando, e posso dizer que não nasci pra ficar só em casa em função de filhos, claro ele será sempre minha prioridade, mas gosto de sair, trabalhar, ver gente, ganhar meu dinheiro!
    Beijoiss

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  2. Achei a atitude dela bastante corajosa. Assim como ama o seu filho, deve amar o trabalho por isso o levou, acho que não devemos abrir mão do que gostamos de fazer por conta dos filhos, e sim tentar conciliar para ter tempo pros dois. Achei linda a foto, o neném é muito calminho gente nhonho.
    Blog: http://leitecombiscotos.blogspot.com.br/
    Fanpage: https://www.facebook.com/LeiteComBiscoitos

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  3. OI querida... Hoje mesmo eu postei sobre minha opção: o home office. Pra mim, acabou dando tão certo que hoje posso dar umas dicas...rs... Só que não é fácil não! Como você disse, é complicado ter que atender o telefone, por exemplo, no momento em que meu filho me chama pra dizer que "acabou o cocô". Terrível! Mas, ok, pra mim é o que me deixa mais tranquila e satisfeita. cada mãe tem seu ritmo, sua personalidade e necessidade né? Beijos e parabéns pelo post!
    Beatriz
    http://www.maedacabecaaospes.com.br

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  4. Durante longos dois anos fiquei cuidando dos meus filhos integralmente, hoje sinto falta de ficar em casa, porem não me vejo sem o trabalho, filhos são uma benção mas dão trabalho! Ja tentei levar meus filhos para o trabalho e não rolou. Beijos post óteeeemo.

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  5. Adorei o post Má! Como em tudo na vida, tudo tem dois lados. É muito bom poder trabalhar em casa e ver minha filha crescer de perto mas tb é muito ruim não sair para trabalhar e encontrar outras pessoas... Para mim a parte crucial dessa decisão foi poder ser dona do meu próprio nariz porque o dia em que preciso levar minha filha no médico, ok, eu compenso outra hora sem ter ninguém me cobrando!
    Beijoca!
    Débora Araújo
    @personalbebe

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  6. Acho a foto bonita, considerando que a mãe estava feliz com a sua decisão. Cada mãe deve saber o que é melhor pra si e para o seu filho. Ficar como filho, diminuir a carga horária, mudar de emprego, dar um tempo na carreira... Não é fácil, mas cada mãe precisa encontrar o seu meio termo. Ter tempo para curtir os filhos pode atrapalhar a carreira e ter tempo para se dedicar a profissão pode atrapalhar o tempo com os filhos. Não existe mágica, mas podem existir acordos. Acordos com a família, com a profissão, com o parceiro, com os filhos, com a escola, com a babá... Mas o mais difícil é fechar um acordo com você mesma. Esse é o grande ponto! Acho que quando fechamos esse acordo é que encontramos o equilíbrio. Eu ainda tô lendo as cláusulas do meu acordo... Risos! Beijos

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  7. Oi Marcella,
    eu acho ótimo poder levar os filhos para o trabalho, mas eu respeitaria e aproveitaria a licença maternidade inteirinha sem me ocupar com trabalho. Depois desse período, podendo levar eu levaria.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com

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