Acontece nas melhores famílias?!

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Quando eu era criança eu não precisava, na verdade, muita vezes nem queria amigas para brincar comigo, eu preferia brincar sozinha, do meu jeito. Já comentei em alguns posts que minha infância não foi muito abastada, sempre tive que inventar para compor a casa da Barbie e tentava todas as receitas possíveis para ter massinhas de modelar.

É verdade que meu maior – e pior – defeito cof cof é o consumismo, na minha mão dinheiro é vendaval, não posso ter uma moeda de R$1,00 que arranjo o que comprar, mesmo que seja em bala na banquinha, eu preciso gastar e, acho que em função do tempo de seca hoje eu me “permito” comprar. Mais podem ficar tranquilas, desde pequenina eu amo um supermercado e se vou num aviário encontro alguma coisa para comprar e ainda arranjo motivo para levar para casa, então ainda não preciso de terapia ;-).

Após a descoberta da gravidez e consequentemente o período gestacional e o sexo do bebê, era hora de correr contra o tempo e providenciar todo o enxoval da Sophia. Agora imaginem alguém super consumista AND compulsiva precisar depender dos outros para comprar o enxoval. Na época eu trabalhava com a minha mãe no consultório – ops, ainda trabalho – e me lembro de assim que confirmamos o positivo do teste de farmácia, deixei de receber salário para poder receber o enxoval, o que seria financeiramente muito mais vantajoso, porém, eu não tive a oportunidade de comprar absolutamente nada para minha filha ... na verdade eu tinha R$75,00 na conta que usei para comprar um conjunto de inverno de calça e moletom cor de rosa e no capuz do casaco tinham orelhinhas de urso. Essa foi a única coisa que EU comprei para a gatoca.

Decidimos que seriamos uma família, na ordem contrária do “curso natural da sociedade” e com as nossas dificuldades estamos indo.

Assumir uma gestação nada desejada e planejada não foi fácil. Assumir a responsabilidade de cuidar, criar, educar, mimar, zelar não foi e ainda não é fácil. Eu saí de casa sem ter sido completamente cuidada, criada, educada, mimada, zelada (existe essa palavra!?!?). Não finalizei um ciclo, no caso o ciclo ser filha, eu rompi a barreira antes da hora e sei que hoje vivo as consequência da colheita antes do tempo. Há algum tempo falei *AQUI* sobre nós (pais) sermos árvores e sugeri uma reflexão sobre que tipo de árvore você é e que tipo de fruto você quer que seus filhos sejam e, hoje eu vejo a cada desafio que tenho na hora de educar Sophia a importância de ser bom filho e ter bons pais.

Já me vi várias vezes fazendo alguma coisa que quando eu era apenas filha odiava que meus pais fizessem e hoje já repeti como mãe ...

Quando a maternidade chega para nós, seja desejada, planejada ou de surpresa, recebemos de Deus a maior missão de todas: o dom da vida! Não estou nem falando da gestação, pois muitas são as mulheres que engravidam, geram, parem e abandonam seus recém nascidos em lugares inacreditáveis ... estou falando de dedicar tempo para cuidar, ensinar, criar, brincar, estimular!

Depois que Sophia completou cinco anos, descobri que me superei, que fui além das minhas próprias expectativas maternas ... e sabe como e aonde percebi isso?! Olhando como mudei meus hábitos e valores. Dias atrás olhei para quantas calças jeans eu tenho e que tenho apenas duas pernas e não sou o tipo de pessoa que usa uma calça jeans por dia. Daí me pergunto “pra que?!?!?!”. Poderia ter guardado esse dinheiro para algo em família ou mesmo para saber que não estou tão no vermelho assim, mas não precisava ter feito isso e não quero passar esse tipo de valor para minha filha!

We Heart It

E você, deixou para trás feios e velhos hábitos e valores depois da maternidade?!?


Beijos e comenta,

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