Afinal, o que é pílula anticoncepcional!?

11:47


tudo sobre pílula anticoncepcional


Olá mamães, tudo bem!? Eu espero que sim!!

Tudo começou na pré – adolescência, quando eu tinha uns onze, doze anos ... ô momento delicado da vida de uma menina né?! Os hormônios entram em processo de ebulição, parece um vulcão que a qualquer momento pode entrar em erupção e, na mesma vibe vem a menarca e tudo isso fica exposto na sua cara, afinal, por geração espontânea surgem num piscar de olhos espinhas horrorosas e assustadoras na testa, bochecha, queixo, até na ponta do nariz a infeliz decide fazer a exposição da sua figura.

Cansada dessa indecisão de quando, onde, como, por que e tamanho de espinha que irá aparecer no meu rosto, pedi para minha mãe me levar ao médico ... depois de vários dermatologistas, exames solicitados, inúmeros cremes manipulados e até alguns medicamentos tarja preta, fomos ao ginecologista que diagnosticou ovário policístico e, como tratamento deveria iniciar o uso da pílula anticoncepcional que, além de tratar a síndrome, como consequência iria melhorar ~e muito~ essa aberração chamada espinha.

Eu tinha doze anos quando comecei a tomar pílula que, até aonde eu sabia, era apenas para não engravidar ... bom, bem, em tese essa é a função da pílula né!? Bom, se você também não sabe muito bem o que realmente é a pílula anticoncepcional, esse post é para você.

Nascido na década de 60, se tornou o grande “troféu” da luta feminina, afinal, agora estava nas nossas mãos quando iriamos querer engravidar, já que sua principal função é inibir a fertilidade natural feminina.

Composto pela combinação dos hormônios estrogênio e progesterona sintéticos, podem variar de quantidade e tipo, por isso que a escolha do anticoncepcional deve ser individualizada e feita sempre por um médico ginecologista após avaliar diversos exames.

Recentemente, com o avanço científico, surgiram pílulas com hormônios bioidênticos, que são substâncias que têm estrutura química e molecular igual à dos gerados pelo organismo humano. Produzidos em laboratório, a partir de diversas matérias-primas, servem para desempenhar as funções dos hormônios do corpo, como controle do ciclo menstrual e do metabolismo, tratamento da menopausa  e como anticoncepcional.

Mas como um pequeno comprimido, uma injeção ou até um adesivo podem garantir que eu não engravide!? Continua lendo que você já vai entender!

A pílula anticoncepcional inibe a ovulação e por isso a mulher não entra no período fértil. Além disso ela impede a dilatação do colo do útero, diminuindo a entrada de espermatozoides, evitando que o útero tenha condições para o desenvolvimento do bebê.

A principal forma de ação da pílula anticoncepcional é impedir que ocorra a ovulação, ou seja, se a pílula for usada corretamente ela impede o amadurecimento e saída do óvulo do ovário, impedindo assim que ocorra a fecundação (encontro do óvulo com o espermatozoide), além de alterar o muco cervical, tornando-o mais grosso, o que dificulta a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero.

Pílula usada corretamente?! Tem gente que não toma corretamente!? Tem sim e eu e minha gestação somos a prova disso!

É muito importante lembrar que eficácia é o resultado que o método anticoncepcional tem que alcançar, ou seja, em que porcentagem pode evitar uma gravidez e a eficácia da pílula dependerá da maneira como a mulher usa.

A pílula anticoncepcional em sua bula apresenta taxa de falha de 0,1 a 8%, ou seja, de cada 1.000 mulheres que usam este método no período de um ano, de uma à oitenta mulheres, podem vir a engravidar.

Na vida real, pesquisas mostram que em mulheres que usam a pílula seguindo corretamente todas as instruções médicas e do fabricante, sem esquecer nenhuma pílula, a porcentagem de gravidez é muito baixa, por volta de 0,2%, ou seja, no primeiro ano, engravida uma mulher de cada 500 que a usam a pílula ... isso pode acontecer por diversos e diferentes motivos, afinal, o uso de alguns medicamentos, álcool e cigarro, por exemplo, diminuem a eficácia da pílula, isso sem falar algumas doenças e o esquecimento, mesmo que de algumas horas da ingestão.

Mesmo aprendendo nas aulas de educação sexual na escola um pouco disso tudo, na hora que eu mais precisei, esqueci. Sempre tomei a pílula diariamente, sem esquecer nenhuma, porém, meu problema era o dia em que eu recomeçava a cartela após o período de “descanso”. Como assim Má!? Calma, eu explico: se eu devia começar a cartela na quinta feira, por exemplo, não achava que havia nenhum problema começar no sábado ou domingo. Sem falar que até engravidar e ouvir do meu ginecologista que se tratava de um mito, achei que era verdadeiro o fato de que a pílula tinha um espécie de “efeito acumulativo”, tanto que meu primeiro ginecologista, que era o da minha mãe, tinha uma espécie de “desintoxicação” ... em tese, a mulher que toma pílula por muito tempo, se quer engravidar, tem que ficar meeeeeses sem tomar para limpar o organismo. #EEuAcreditei

Para a real eficácia da pílula anticoncepcional, deve-se ingerir via oral, diariamente e, preferencialmente no mesmo horário. Se o método adotado é com interrupção para o período menstrual, deve-se seguir rigorosamente o período estabelecido pelo fabricante e, não fazer como eu que iniciava quando estava com vontade. Se por algum acaso houver esquecimento de uma das pílulas, tomando no prazo de até doze horas após o esquecimento, a eficácia ainda se mantem, após esse período, perde-se muito a porcentagem de segurança. O melhor mesmo é nessa era de smartphone ser um órgão vital, deixar o alarme sempre acionado, assim não tem chance de esquecer, principalmente quando se começa a fazer uso do medicamento.

Hoje existem algumas marcas que fazem cartelas com vinte e oito comprimidos, vinte e um “verdadeiros” e sete “falsos”, só para que no período de pausa a gente não se perca e acabe errando a data de início. #HojeSouDessas

Além de ser usada para evitar gravidez, a pílula protege mulheres contra algumas infecções genitais, câncer de ovário e alguns tipos de câncer de útero, também tem sido usada com sucesso no tratamento da síndrome dos ovários policísticos e no tratamento conservador da endometriose. Além do benefício de se evitar uma gestação não planejada, é muito utilizada no tratamento da acne, hirsutismo (aumento de pelos), cólicas e distúrbios da menstruação, tais como tensão pré-menstrual e cólica menstrual.

Assim como qualquer outro medicamento, a pílula possui contraindicações e efeitos colaterais, algumas mulheres sentem-se que rentem mais líquidos e algumas dizem até que engordam, porém as reações adversas não param por aí, é sabido que  em algumas mulheres há aumento do risco de complicações vasculares como trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), por isso a importância de consultar um médico antes de optar por qualquer medicamento.

Outra coisa muito importante é jamais se automedicar, ou seja, ver o medicamento da amiga, pesquisar na internet ou mesmo ir na farmácia e fazer pesquisa de preço. Cada corpo é um, cada organismo feminino é único e para cada mulher é preciso avaliar uma necessidade ... eu por exemplo comecei tomando uma pílula que era ideal para o tratamento do ovário policístico e, consequentemente melhorou 100% minha pele, porém no mesmo período uma amiga começou a tomar por ter um preço bem acessível e ela sentir fortes enjoos, náuseas, dores de cabeça e, ao contrario do meu resultado, sua pele ficou péssima.

Quando o assunto é contracepção, a pílula é realmente uma excelente opção, mas jamais esqueça que contracepção não previne doenças sexualmente transmissíveis, isso só o preservativo feminino e/ou masculino, por isso, aliar as duas proteções é sempre a maneira mais eficaz para se sentir completamente segura.

facebook  ~  twitter  ~  instagram  ~  youtube  ~  app  ~  pinterest   



beijos e comenta,

VEJA MAIS POSTS SOBRE

0 comentários

Obrigada! Seu comentário é muito importante para o crescimento do blog. Para quaisquer dúvidas e sugestões, mande um email para contato@mamaedesalto.com

Beijos, Má

Importante

Importante

Seguidores

© MAMÃE DE SALTO - 2016. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.