{#MamãeGeek} O mundo invertido – e apaixonante – de Stranger Things

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O mundo invertido – e apaixonante – de Stranger Things

CAPITULO I
Tudo o que você precisa saber sobre a série norte-americana Stranger Things, da Netflix. A história de amizade de Will, Mike, Lucas, Dustin e Eleven, que atravessou o mundo invertido e ganhou nosso coração, principalmente da Sophia.


Estamos sendo dominados pela Netflix e Youtube. Desconheço pessoas, principalmente crianças e adolescentes que digam um programa favorito ou algo que tenha os feito parar para assistir em um canal fechado de TV por assinatura. Imagine então algum programa de canal aberto. A televisão fica ligada nas casas. Os telejornais ainda são encontros marcados com a telinha e muitas vezes a novela fica dando uma trilha sonora no ambiente, mas assistir mesmo, está cada vez menor o número.

Eu sou da velha guarda. Enquanto escrevo este texto, minha televisão está ligada no canal Investigação Discovery, onde assisto People Magazine: Crimes da Moda. Mais do que trilha sonora para minhas ideias, gosto da programação de alguns canais da TV a cabo. Youtube para mim é para assistir tutoriais de maquiagem (sim, amo muitas youtubers deste segmento e posso fazer um post sobre minhas favoritas, deixa nos comentários ;-)), descobrir como faz alguma coisa e/ou gambiarra e ouvir música. Há muito tempo assinamos a Netflix, plataforma online de streming de séries e filmes. Sei lá, acho que assisti menos de dez filmes pelo provedor, e séries, vixi, demorei muito tempo para entender essa paixão e o verdadeiro significado de maratonar.

Era feriado de finados. Estávamos nós três, ops, cinco em casa e queríamos fazer algo juntos. Eu e o Ramon havíamos começado a assistir Perdidos do Espaço, mas pela primeira vez eu gostei e ele não muito. Era sei lá, quarto episódio quando Sophia deitou na cama conosco e começou a assistir junto. Ela também ficou no meio do caminho pela série. Achou legal mas a história não desenrolava. Foi aí que entre um episódio e outro apareceu como sugestão Stranger Things. Ramon comentou que Sophia poderia gostar, afinal, era com crianças e para crianças. Decidimos começar a assistir juntos. Resultado: paramos no quarto episódio porque já era três horas da manhã e não queríamos que acabasse assim, tão rápido.

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No dia seguinte assistimos mais alguns episódios da primeira temporada. Foi apenas no sexto que notamos a classificação indicativa: 16 anos. Perguntamos se a Gatoca estava impressionada, assustada ou com medo e ela só conseguiu responder “tô apaixonada”. Tarde demais para parar. Nós como pais também não vimos nenhum conteúdo que impedisse Sophia de continuar assistindo. Ao longo da semana, se conseguíssemos terminar todos os afazeres mais cedo, rolava um episódio.

SOBRE A SÉRIE STRANGER THINGS

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Stranger Things é uma série de televisão americana de ficção científica e terror criada, escrita e dirigida pelos irmãos Matt e Ross Duffer (Eles também têm escrito episódios para a série Wayward Pines).

A série se passa na década de 80, e é altamente tematizada pelos elementos culturais da época, com uma trilha sonora remetente aos marcantes sintetizadores da época e inúmeras referências a obras de Steven Spielberg (E.T. – O Extraterreste, Poltergeist, Gremlins, De Volta Para o Futuro), John Carpenter (Halloween, O Enigma do Outro Mundo, Dark Side) e Stephen King (It – A Coisa, Carrie – a Estranha, O Nevoeiro, Conta Comigo), considerados as grandes inspirações dos irmãos Duffer para a realização do projeto.

Em entrevista ao site português IGN Portugal, os Irmãos Duffer falaram que desde o princípio sabiam que a série deveria se passar em 1980. “Começamos falando sobre as experiências governamentais do fim da Guerra Fria, razão pela qual nos concentramos imediatamente no final dos anos 70, início dos anos 80. Ao mesmo tempo, percebemos que isso nos permitiria honrar os filmes que crescemos e que tanto gostávamos. Foi uma combinação. Nós pensávamos que seria um bom casamento. Isso nos deu o que precisávamos em termos de contexto para a série”, afirmou Matt. “Quando olho para a E.T. entre outros, não parece ter envelhecido, é atemporal, como um conto de fadas. E enquanto há nostalgia envolvida, nós não queremos que as pessoas se concentrem no "Oh, é tão fofo, eu me lembro dos anos 80". Queremos que as pessoas se apaixonem pelos personagens da história”, disse Ross.

Alexandre Matias, do Blog do Matias em sua crítica diz que “um portal interdimensional foi aberto e muitos foram levados para o início dos anos 80, presos em um delírio de oito horas que mistura as melhores qualidades da produção de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King naquele período ... Stranger Things tem elementos de filmes de terror como Poltergeist e Halloween, das sagas adolescentes de John Hughes e de Coppola e de clássicos pesados da ficção científica de horror, como Chamas da Vingança e Viagens Alucinantes. Mas, mais do que uma colagem de referências de tirar o fôlego, a temporada de apenas oito episódios é o alento de otimismo, pureza e bons sentimentos que precisávamos nessa trevosa segunda década do século”.

Pois é Ross, você estava certo. Impossível assistir Stranger Things e não se apaixonar pelos personagens.

MIKE, WILL, DUSTIN E LUCAS

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A primeira temporada, lançada em 15 de julho de 2016, acontece em novembro de 1983, na pequena cidade de Hawkins, Indiana. Um garoto de 12 anos, Will Byers (Noah Schnapp) desaparece misteriosamente. Sua mãe, Joyce (Winona Ryder), quase enlouquece tentando encontrar Will. O chefe de polícia Jim Hopper (David Harbour) começa a investigar, assim como seus amigos: Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Durante a procura por Will, os amigos acabam encontrando outra coisa: uma menina com poderes psicocinéticos que parece saber o paradeiro do garoto. À medida que eles descobrem a verdade, uma sinistra agência do governo tenta destruir provas que liguem o sumiço do garoto com estranhos acontecimentos locais. Enquanto isso, uma força insidiosa espreita logo abaixo da superfície.

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Eu garanto para você, que me leu até agora, que nenhuma sinopse faz jus a série. Se você tem entre trinta e quarenta anos, Stranger Things é um abraço quentinho dos bons filmes que já assistiu durante sua infância e adolescência. Desde as vezes que desobedeceu seus pais para se mostrar forte e assistir Halloween ou Poltergeist sexta-feira à noite no SBT, ou se emocionando em Conta Comigo, sonhando em ter um grupo de amigos para viver aventuras caminhando pelos trilhos de trem no meio da floresta. O núcleo jovem da série – que merece muito carinho, atenção e mais valor - Steve Harrington (Joe Keery), Nancy Wheeler (Natalia Dyer), Barbara Holland (Shannon Purser) e Jonathan Byers (Charlie Heaton) é um misto de Curtindo a Vida Adoidado com Goonies.

ELEVEN ... AH ELEVEN

O estranho centro de pesquisas liderado por Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) faz experimentos que transformaram seu instituto em um portal para outra dimensão. É de lá que origina Eleven (Millie Bobby Brown). Ela é o experimento número 11 (que dá origem ao nome dela), e é uma cobaia do Projeto MKUltr. A garota tem poderes psíquicos naturais, o mais recorrente é o telequinesia: habilidade de se mover e influenciar objetos físicos sem tocá-los.

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Eleven é o núcleo da série, mas em nenhum momento os demais personagens são apêndices ou servem de apoio para outros. Pelo contrário. Cada um tem seu protagonismo em todo novo capítulo.

Terminamos a primeira temporada em pouco menos de uma semana. Confesso que demoramos muito pois sabíamos que devorar a série, ou maratonar, as duas temporadas em dois dias nos deixaria um vazio muito grande. Foi no feriado seguinte, o de quinze de novembro, que iniciamos a nova temporada.

Stranger Things foi uma grata surpresa para todos nós aqui de casa. Acredito que o tema, o período em que se passa e todas as inspirações dos autores, fazem da série esse mix incrível. Deve ser esse então o grande segredo da série: não ser apenas uma coletânea de referências, é uma história bem contada.



Para saber mais sobre a segunda temporada e como esse amor conquistou de vez a mocinha aqui de casa, te adianto que os próximos capítulos, quer dizer, os próximos textos do Mamãe de Salto irão falar mais sobre essa série incrível.

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